Líder de mercado o Chevrolet Onix chega à sua 2ª geração se mantendo líder no seguimento de Hatch médio e sedã.  Mas, afinal, com tantos lançamentos recentes como os novos HB20, Sandero e o Kia Rio, por que o Onix se mantém na liderança? Para descobrir, eu testei as principais versões do modelo, a LTZ automática, Onix Plus Premier e a Onix LT manual aspirada.

Onix Plus Premier


O Onix chegou ao mercado em 2012 com a tarefa de substituir o Celta e até mesmo o Corsa, tanto que o Prisma ficou conhecido primeiro na derivação do Celta e logo depois passou a ser o Onix, mas antes de chegar no Onix, a GM errou duas vezes.  Essa difícil missão de substituir dois guerreiros populares da Chevrolet realmente não foi tão fácil, a GM trouxe o Agile, projeto argentino que não agradou o público brasileiro. A montadora até tentou melhorar, fez uma reestilização que até melhorou um pouco seu visual. O Agile usava a mesma plataforma do Corsa 94, sendo que o nosso já usava base de 2002, o hatch não tinha bom acabamento.

Essa investida não deu tão certo, mas dessa tentativa saiu o Montana, projeto derivado do Agile, que está no mercado até hoje. Uma das poucas ainda no mercado, que hoje conta apenas com ela, o Fiat Strada Working e a Saveiro Robust. A Peugeot até tentou, mas fracassou.

A Montana deu tão certo que, circulam rumores de que vai crescer e ter 4 portas, concorrendo assim com Oroch e Toro. Porém, não temos nada confirmado até o momento.

Mas agora voltando à história…

Depois do Agile, a GM trouxe novos modelos baseados na plataforma do Opel, que aí sim começou a melhorar a situação em alguns aspectos. A marca trouxe o Cobalt, Spin e o Sonic, esse sim deveria substituir os populares Celta e Corsa, porém mais uma vez não deu certo, o hatch ganhou até uma versão sedã, mas o custo-benefício era alto e por isso não pegou no Brasil.

Mas no final de 2012 a GM acertou e trouxe o Onix, projeto moderno, tecnológico e com preço acessível. Logo, junto com seu lançamento, veio o seu principal rival o Hyundai HB20, dando ai uma trabalheira para o Onix. Mas seu sucesso foi tão grande que tirou a liderança do Fiat Palio e do Volkswagen Gol. Desde então o Onix se manteve na liderança, seguido pelo HB20.

Em 2016, o Onix ganhou uma reestilização e ficou com linhas mais modernas e suaves. Ainda ganhou o novo sistema Mylink, novos faróis com DLR, entre outros mimos.

Agora em 2020 a GM apresenta o novo Onix e Onix Plus, que ficaram maiores, com mais equipamentos e motores 1.0 turbo. Testamos as principais versões da nova geração do Chevrolet Onix e vou falar cada detalhe das versões LT, LTZ e Premier.

Pra começar, vou falar da segunda versão mais vendida no Brasil, a LT.

A versão LT do Onix 2020 é bem completa, mas com alguns itens a menos que a versão LTZ e Premier.


Externamente essa versão traz faróis halógenos convencionais, a grade não mudou, continua com o acabamento cromado ao redor dela e mais acima possui uma faixa cromada que liga um farol a outro, mais abaixo no para-choque conta também com farol de neblina.

Na lateral são poucas as diferenças começando pelas rodas que possuem desenho mais simples e aro “15”. A outra diferença é nos frisos do vidro que não são cromados e sim pretos.

Na traseira ele apresenta lanternas simples, porém escurecidas e ainda conta com sensor de estacionamento e câmera de ré.  O porta-malas é bem forrado com bons acabamentos e iluminação, com espaço de 275 litros.

No interior os bancos são de tecido e os revestimentos abusam dos plásticos. No painel é até aceitável, pois tem boa textura e inclusive uma faixa no meio na cor cinza.

O painel de instrumentos é o mesmo das três versões que testei: bonito e de fácil visualização. O volante é multifuncional com controles de som, comando de voz e piloto automático. O acabamento é de borracha.

A central multimídia é a mesma em todas as versões, com tela de 7” polegadas, com Android Auto e Apple Car Play. Além disso, conta com Wifi de serie da Claro.

No console central há uma entrada USB e tomada 12 volts, e também é equipado com carregador por indução.

Ao volante LT


O Onix nessa versão que avaliamos contava com motor 1.0 Ecotec aspirado de 82cv, com câmbio manual de 6 marchas. Esse motor é bem útil para o dia-a-dia das grandes cidades, pois não necessita de tanto esforço. Digo isso porque tive como testar o hatch também na estrada. Fui até o município de Domingo Martins, região serrana do Espírito Santo, e esse trajeto é composto de muitos aclives. Durante o teste vi que em baixa ele é um pouco manco, mas é questão de saber desenvolver esse motor. Desenvolvi as trocas de marchas e peguei embalo com ele, conseguindo fazer as ultrapassagens na subida sem nenhum problema, o mesmo vale em terrenos planos. Seu consumo ficou em 11 km/l, abastecido na gasolina.

Resumindo, o LT é uma boa pedida se sua necessidade for uso de rodagem na cidade, caso contrário pode optar pelo LT com motor turbo.

Onix LTZ


A versão LTZ é praticamente igual à LT externamente, faróis halógenos com farol de neblina. No interior também são poucas as mudanças. Começando pelo volante, que tem revestimentos de couro com costura aparente. Os bancos também são de tecido e mantém o wifi e carregador por indução.


O motor é o 3 cilindros 1.0 turbo de 116cv, 16,3kgfm de torque com gasolina, e 16,8kgfm com etanol, a partir de 2.000 giros.

Onix Plus Premier


Para finalizar vamos de Onix Plus, substituto do Prisma. A versão que testamos foi a premier top de linha da gama. 

Começando pelo exterior do veículo onde os faróis são Fulled com assinatura DLR no para-choque com farol de neblina. Na lateral, ele tem rodas de liga leve aro 16’’ e frisos cromados nos contornos das janelas. Na traseira as lanternas são em Led com sensor de estacionamento e câmera de ré.


No interior o volante é revestido de couro com aplique cinza. O painel é bicolor com o centro na cor caramelo. Os controles do ar condicionado são digitais.  Ainda conta com wifi e carregador por indução. Os bancos são de couro bicolor, iguais aos do painel.

Ao volante


O motor 1.0 Ecotec Turbo consegue desenvolver 116 cavalos de potência, tanto com gasolina como etanol, a 5.500rpm. O torque, por sua vez, é de 16,3kgfm com gasolina e 16,8kgfm com etanol, a 2.000 giros. Junto a ele está associado a um câmbio manual ou automático, ambos com seis marchas. O que avaliei era o automático.

Esse motor é bem ágil, tem boas respostas. Avaliei dentro da cidade e também peguei estrada com ele.

Dentro da cidade consegui uma média de 14km/l e na estrada consegui uma média de 16,5km/l, ambos abastecidos na gasolina.

Uma média muito boa para o sedã, isso por conta do motor 1.0 turbo que trás certa economia de combustível.

O que vale ressaltar?


Todas as três versões que testamos tinham chave presencial com partida por botão Start/Stop. Além disso, o wifi disponível vem grátis por alguns meses, depois será necessário fazer um plano da claro.

Vem também com 6 airbag, sendo frontal, de cortina e laterais. Outros sistemas são o controle de estabilidade e auxiliar de rampa.

O que também vale ressaltar é que na versão Premier conta com Easy Park, sistema com sensores, que identificam vagas horizontais e perpendiculares e controlam o movimento do volante.

Os veículos nas versões LT e LTZ foram cedidos pela concessionária CVC Chevrolet de Vitória. Já o Onix Plus Premier foi cedido pela Chevrolet do Brasil.


Texto e fotos: Gustavo Lopes – Portal Top Motors

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