A receita da Fiat de fazer carros aventureiros sempre deu certo. São muitos sucessos graças aos acertos específicos que a marca italiana consegue. Desta vez vou falar do Mobi Way Extreme, esse pequeno hatch da Fiat.

O Fiat Mobi chegou ao nosso mercado com a proposta de suprir uma lacuna deixada pelo Uno, que há um tempo era o carro de entrada da marca, sendo assim o mais barato e popular da montadora. Como o tempo passou e as tecnologias mudaram e para melhor, o Uno também subiu de preço para comportar essas mudanças, com isso ele deixou de ser o mais barato.

Em 2016 a Fiat lançou o Mobi, o subcompacto produzido na fábrica de Betim – MG. Esse projeto foi a aposta certa da marca, conseguiu trazer um carro popular e barato para o mercado. O Mobi era o segundo carro mais barato no Brasil em 2016, custando seus R$ 32.380, ficando atrás apenas do Chery QQ que custava R$ 31.290.

Hoje, em 2020, o Mobi fica no primeiro lugar do ranking custando um pouco mais de R$ 34 mil. Mas esse valor se restringe apenas para o modelo de entrada, que por sua vez é muito básico, não tendo ar condicionado, vidros elétricos e outros itens básicos para o mercado atual.

O que acontece com o Mobi é que você acaba gastando muito mais na hora de levar o compacto para casa, pois vai acrescentando opcionais e no final das contas sai com o carro muito mais caro.

Mas como falei anteriormente, a Fiat sabe onde acertar em seus veículos, um exemplo é a linha Way (linha de veículos aventureiros) e é sobre ele que vou falar agora.

Caso você tenha condições de investir um pouco mais de R$ 40 mil e goste do desenho dele, uma boa opção é o Mobi Way, um carro com uma pegada mais aventureira, ideal para nossas ruas e estradas.

A Fiat do Brasil nos mandou um modelo para avaliar, com o pacote Extreme, um pacote com mais detalhes externos e alguns benefícios internos. Então vamos pontuá-los.

Fiat Mobi

O Mobi tem um design até que acertado, digo isso porque os subcompactos costumam não ser tão atraentes.


Ele mede 3,56m de comprimento, 1,63m de largura, 1,50m de altura e 2,30m de entre eixos sendo assim fácil de estacionar em vagas menores e de fácil manobra.

Na dianteira, tem o capô menor, com grandes faróis em máscara negra e uma bela grade em Black piano na versão que testamos. Mais abaixo, no para-choque, temos o farol de neblina com borda preta e uma grande entrada de ar.

Sobre o capô ele tem uma pintura preta, lembra bastante ao do Argo Trekking. Essa pintura está disponível apenas no pacote Extreme.

Na lateral ele conta apenas com aplique na caixa de roda e na caixa de ar. Já com o pacote Extreme, ele acrescenta um friso de adesivo preto nas portas.

No teto temos o rack na linha way e com pacote Extreme ganha pintura de teto preto.

Já na traseira, vem com a tampa de vidro preto com a marca “way” em toda sua extensão com grafismo bem interessante. Acima temos o Logo Fiat. As lanternas também são bem grandes.

No para-choque conta com mais apliques do tipo colméia. Com o Pack ele ganha sensor de estacionamento e câmera de ré.

No interior o painel é bem simples, todo de plástico, claro! Porém bem texturizado e cores diferentes.

Como falei, é bem simples, nesta versão que avaliamos ganhava rádio com interface bem simples, porém completo. Esse rádio está disponível na versão com pacote extreme.

O carro possui câmera de ré, mas como não tem central multimídia, ele reproduz a imagem no retrovisor.

Motorização

O 1.0 Fire Flex de quatro cilindros e 8 válvulas, entregando 73cv com gasolina e 75cv com etanol, ambos a 6.250rpm. Já os torques são de 9,5kgfm na gasolina e 9,9kgfm no etanol, obtidos a 3.850rpm.

Ao volante

O Mobi é um carro bem interessante de dirigir. Como ele é pequeno, é bem ágil, ótimo para os centros urbanos.  Na cidade se sai muito bem, mesmo com todos os passageiros. Pois na cidade não precisamos de tanta potência do carro.

Já quando vai pegar a estrada a sensação muda. Fizemos o teste na estrada em uma região de serra com o carro carregado com bagagens e 2 passageiros. Nessa configuração foi tudo normal, conseguimos fazer ultrapassagens com segurança e sem esforço.

Depois fizemos o teste com 3 pessoas e bagagens, nessa forma em locais planos foi tranqüilo, mas quando chegava em ladeiras isso mudava, nesse caso tinha que ter mais cuidado, pois com carro mais pesado, ficava mais difícil, mas nada que um bom embalo não resolva, nas ultrapassagens, nas ladeiras o ideal é nos locais com faixa dupla, pois assim consegue uma ultrapassagem mais segura.

Agora com 4 passageiros era praticamente impossível tentar ultrapassagens em ladeira, então seguimos tranqüilo na nossa faixa. Mas em locais planos foi super de boa.

Um ponto forte é o consumo, na cidade conseguimos uma media de 13,5 km/l abastecido na gasolina. Já na estrada, em uma região de serra, conseguimos uma média de 22 km/l, também na gasolina.

Mais um ponto positivo é o conforto, o pequeno é gostoso de dirigir. O rádio é bem completo, com entrada USB, AUX, CD, Bluetooth, além de poder fazer o atendimento de telefone pelo rádio.

Resumindo, o Mobi Way Extreme é um excelente carro para as grandes cidades e ainda podendo pegar uma estrada de terra. Então se tiver uma grana para investir, eu recomendo, mas quando você fala em mais de R$ 40 mil já pensa em outras possibilidades, ou investir um pouco mais e ir para outro modelo, como Uno, Argo 1.0, Joy, entre outros.  Mas acredito que quem adere ao Mobi, realmente gosta do modelo e já vai para concessionária com o carro na cabeça.

Texto e fotos: Gustavo Lopes – Canal Top Motors

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