Lançado no Brasil em 2017, a Renault apostou no Kwid para preencher a lacuna deixada pelo Clio, o mais barato da marca na época. Esse posto hoje é ocupado pelo “pequeno valente”.

Quando a Renault apresentou o Kwid, lançou como uma nova categoria, a de SUV dos compactos.

O modelo foi sucesso de vendas, como é até hoje. Mas o que faz ele vender tanto? Testamos a versão Outsider, a mais aventureira da linha Renault.


O Kwid tem o seu desenho que divide opiniões, como qualquer outro modelo. O que acontece com o compacto da Renault é que estamos acostumados com compactos de formas mais arredondadas, diferente do Kwid que é mais quadrado, dando assim um ar de SUV.

Na dianteira, a versão Outsider tem algumas diferenças estéticas em relação às outras versões. Os faróis são em máscara negra, com grade em black piano. No pára-choque ele ganha molduras no farol de neblina, dando ar de aventureiro. Mais abaixo tem aplique na cor cinza.

Além disso, na lateral conta com aplique preto nas caixas de rodas e calota também na cor preta. Ainda na lateral apresenta apliques de plástico nas portas, mais acima tem o nome Outsider em adesivo. O retrovisor é na cor preta. O modelo que avaliamos contava com teto preto feito pela concessionária. No teto, inclusive, há um rack que é apenas para enfeite, não é recomendado colocar peso.

Já a traseira é mais comum, apenas aplique cinza no pára-choque. Na tampa do porta-malas conta com câmera de ré na logo da Renault.

No interior, claro, é tudo muito simples, com muito plástico. Normal para a categoria de compacto. O painel é bem acabado, tem bons encaixes e de forma simples, porém prático. O painel de instrumentos é bem básico, mas objetivo. O volante apesar de ser simples e não multifuncional, é bonito, tem acabamento em preto brilhante e laranja.

Nessa versão também conta com central multimídia agora compatível com Apple CarPlay e Android Auto. Ainda no painel, ele tem acabamento em preto piano. Os comandos do ar condicionado são simples, mas muito práticos. Mais abaixo no console central tem uma tomada USB e entrada auxiliar, um porta copos e tomada 12v. A manopla da marcha também é laranja dando continuidade aos detalhes do Kwid. Outro detalhe em laranja também é encontrado nos bancos que são de tecido exclusivo para versão Outsider.

Motorização

O motor é um três cilindros 1.0 12V de 70cv a 5.500rpm e 9,kgfm a 4.250rpm quando abastecido com etanol. Com gasolina, são 66cv a 5.500rpm e 9,4 kgfm a 4.250rpm. O câmbio manual é de cinco marchas.

Ao volante

Vamos lá, passamos um final de semana com Kwid Outsider cedido pela concessionária Atlântica Renault, da Serra. Durante nossa estadia com o carro tivemos a oportunidade de ver o comportamento do compacto.

Para começar vamos falar de seu desempenho. O Kwid Outsider tem a proposta de ser um carro aventureiro, ou SUV dos compactos. De certo modo ele se enquadra nessa categoria de SUV, pois para o Inmetro um carro deve ter pelo menos dois dos quesitos para se enquadrar na categoria.  Já o Kwid se adéqua a mais de dois requisitos, que são:

  • ângulo de ataque mínimo de  -> já o Kwid tem 24º
  • ângulo de saída mínimo de 20º  -> já okwid tem 40º
  • ângulo de transposição de rampa mínimo de 10º  -> já o Kwid tem 10º


Por conta disso ele tem a suspensão mais firme e isso acaba passando para a cabine, mas esse fator não significa que seja desconfortável, pelo contrário, apesar de ser bem firme ele tem uma boa absorção das irregularidades da rua. Outra coisa que ajuda no conforto é a direção elétrica, que é bem leve.

O espaço não é um dos melhores, confesso, mas comporta bem 4 adultos ou 2 adultos e 3 crianças.  Ideal seria se ele fosse um 2+2, o que eu acho que deve ser o que mais se usa nele. O porta-malas é de 290 litros.

O desempenho do Kwid é bom, se comporta bem na cidade, se sai bem como um carro urbano. Na estrada isso cai um pouco, super normal para a categoria de 1.0 subcompacto.

No dia a dia da cidade ele é uma boa opção, pois é pequeno e bem econômico, tanto que é bem usado por motoristas de aplicativos na Grande Vitória. O consumo dele durante nossa estadia com o modelo ficou em 14 km/l abastecido na gasolina.

Resumindo, apesar de a versão Outsider ser mais um apelo aventureiro, acredito que ela seja uma boa opção para quem tem uma família pequena ou jovens que gostam de pegar um pouco de estrada.

Essa avaliação foi feita em parceria com a concessionária Atlântica Renault da Serra.


Texto e fotos: Gustavo Lopes – Portal Top Motors.

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