O câmbio automático tem se tornado cada vez mais comum nos veículos
novos vendidos no Brasil – e as estatísticas comprovam esse dado: em
2010, apenas 12% dos carros vendidos no Brasil eram equipados com
transmissão automática, enquanto, em 2019, esse índice chegou a 49%.

O avanço do câmbio automático no mercado nacional se deve, em boa parte,
a uma sigla cada vez mais comum: CVT, sigla para Continuously Variable
Transmition, ou transmissão variável contínua, em tradução livre para o
português.

Segundo os especialistas, o sucesso do câmbio CVT se explica
principalmente por dois motivos: na condução, esse tipo de câmbio
promove um ganho de velocidade suave, em que o condutor e os passageiros
não sentem os “trancos” das mudanças de marchas .

Além da estabilidade ao trafegar, o câmbio CVT também pode ajudar a
economizar combustível. “Esse é um item que, claro, depende muito da
forma como o veículo será conduzido, porque isso influencia
decisivamente na taxa de consumo. No entanto, na média, o câmbio CVT é o
que menos consome combustível”, explica Marcelo Marques, gerente de
pós-vendas da Kurumá.

“O CVT é um tipo de câmbio pensado para deixar o motor em uma rotação
ideal, por isso se diz que ele é o tipo de transmissão automática mais
econômica existente”, continua Marques. Além disso, pela simplicidade de
sua engenharia, ele é um câmbio com menor taxa de quebras e é mais fácil
de ser construído, por isso se tornou acessível aos consumidores em
veículos como o Toyota Yaris.

Porém, muitos consumidores estão chegando, graças ao câmbio CVT, ao seu
primeiro veículo automático e muitas dúvidas surgem sobre as funções
desse tipo de transmissão no dia-a-dia. Confira as principais dúvidas e
suas respostas a seguir.

Para que serve a função P?

O P no câmbio dos veículos automáticos se refere a parking, que
significa estacionamento. Seu uso deve ser sempre combinado ao freio de
mão e o acionamento dessa função deve se dar quando o veículo for
permanecer estacionamento por um longo período.

“Com essa função ativada , quando o motor é desligado, a pressão
hidráulica se interrompe, o câmbio é desacoplado e ocorre o travamento
das rodas. O carro, assim, está na situação ideal para permanecer
estacionado”, explica Marques.

O que significa a função N?

Quando se dirige um veículo com transmissão manual, ao parar em um
semáforo, a orientação é colocar o carro em ponto morto, para evitar o
desgaste excessivo da embreagem, que idealmente só deve ser acionada em
partidas e nas mudanças de marchas.

No entanto, nos veículos automáticos, a função N, de neutro, não deve
ser usada emulando o funcionamento dos carros manuais. A função N foi
criada para momentos de manutenção, em que é preciso rebocar o veículo.
Essa função libera as rodas para girarem mesmo com o veículo desligado.

“Ao parar em um semáforo, o condutor não deve colocar o veículo na
função N. O recomendado é deixar o carro na função D (do inglês “drive”,
que significa dirigir) e manter o pé no freio. Assim, o sistema
hidráulico mantém a pressão e isso permite uma arrancada mais responsiva
no momento em que o sinal ficar verde”, orienta Marques

Outro hábito que deve ser evitado é circular com o câmbio em N em
situações como descidas. “Isso faz com que o carro aumente o consumo de
combustível e pode diminuir a segurança da condução, pois, com as rodas
livres para tracionar, os freios podem ficar sobrecarregados,
superaquecendo e perdendo eficiência”, diz Marques.

Meu câmbio tem números, para que eles servem?

Existem transmissões automáticas que possuem os números 2 e 3. Essas
funções existem em alguns veículos que permitem a escolha manual de
marchas, para serem usadas em declives e ajudarem a reforçar o
funcionamento do freio-motor.

“Quando você está em uma descida e seleciona os números 2 ou 3 no
câmbio, ele não passa dessas marchas. Dessa forma, o motor ficará em
rotação mais alta, aumentando a eficácia do freio-motor e melhorando o
controle do veículo durante o aclive”, ensina Marques.

Mas além dos números, o alfabeto do câmbio automático pode se estender
em alguns veículos. A função L é uma espécie de marcha reduzida, que
encurta a relação de marchas de modo a deixar o motor sempre em alta
rotação. É indicada para quando se precisa trafegar em baixa velocidade,
mas com o motor cheio , como ao atravessar um lamaçal.

A função S, por sua vez, deixa o câmbio com uma pegada mais esportiva,
alongando a relação de marchas, porém, aumentando o consumo de
combustível.

Texto: Aldeia Conteúdo
Foto: Divulgação

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